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No mês de setembro comemoramos o Dia Mundial do Agrônomo. A data (13 de setembro) homenageia todos os profissionais que atuam direta e indiretamente no setor pecuário e agricultura. Se hoje, podemos usufruir de uma agricultura produtiva e de rebanhos fortes e bem tratados, devemos agradecer estes profissionais. 

Estes são os profissionais que plantam conhecimento e colhem os resultados no campo. Mas, como em toda área precisam estarem constantemente se aprimorando. Com o crescimento do setor de controle biológico, muitos profissionais estão se desafiando a conhecer e levar este conhecimento aos produtores. 

Diante do desafio de manter a produtividade, base econômica e sustentabilidade, viu-se a necessidade de buscar soluções mais eficazes para controle de pragas na pecuária. Atualmente a oferta de novas moléculas para produtos químicos é limitada e bastante cara. Por isso, retirar a tecnologia da natureza, através do uso de microorganismos se tornou essencial. 

Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Controle Biológico (ABCBio), o setor de controle biológico apresenta um crescimento de 15% a 20% a.a., e a estimativa segue para os próximos. Esta informação aponta para uma enorme oportunidade para profissionais agrônomos que conheçam o uso destas ferramentas. A Associação também destaca que além do alto custo do desenvolvimento de novos defensivos químicos, existe uma grande demanda da sociedade e órgãos reguladores pela produção de alimentos com menor ou nenhum residual.

Para trabalhar com controle biológico o profissional precisa estar atento as demandas de mercado e conhecer a biologia da praga e do biológico. Assim pode traduzir as informações de forma dinâmica para o pecuarista, gerando ganhos de produtividade.

Mas nem sempre é fácil! O uso de ferramentas biológicas exige um alto grau de responsabilidade técnica dos agrônomos, que precisam estar em aprimoramento constante. 

Mas, nada mais importante que ouvir os profissionais que trabalham no setor. Conversamos com o Eng. Carlos Diego, ele possui experiência no setor e já utilizou manejos biológicos em lavouras e destaca que:

O controle biológico é o futuro! No entanto, precisamos ter responsabilidade no uso, é necessário que sejam desenvolvidos produtos com responsabilidade unindo pesquisa e desenvolvimento.”

Quando questionado sobre o uso de produtos biológicos na pecuária, o Agrônomo destaca:

“É preciso muita cautela, pois são produtos que estarão em contato direto com o animal e muito próximos ao homem. Estes produtos devem ser produzidos com muita responsabilidade. Mas acredito que vamos substituir químicos por biológicos gradativamente, na medida que mais produtos sejam desenvolvidos.”

Também conversamos sobre o uso dos defensivos químicos e a opinião do profissional é a seguinte:

“Podemos ver o dano dos químicos, no caso da morte de colméias de abelhas por neoticotinoides. Mas também precisamos entender que atualmente não conseguimos produzir apenas com biológicos. Nosso modelo de agropecuária ainda é baseado neles, mas com crescimento do setor biológico, esse cenário vai mudar.

Ainda conversamos com a Engenheira Agrônoma Dania Osório, que possui experiência nacional e atualmente está passando uma temporada no EUA para ter uma visão internacional do setor e nos contou que:

“O controle biológico está bem mais desenvolvido em países como Estados Unidos. Aqui vários microrganismos já foram registrados para combate as pragas na pecuária e agricultura. O Brasil é mais atrasado no setor, mas acredito que boas empresas possam tornar a tecnologia mais acessível no país.”

A Agrônoma, que está se aprimorando na área, pretende trazer estes conhecimentos para o agricultor brasileiro. Ela acredita que o produtor precisa conhecer os do uso de ferramentas biológicas.

A equipe Decoy acredita na força do trabalho dos Engenheiros Agrônomos! E como agradecimento a estes profissionais, deixamos uma mensagem: 

“Obrigada por transmitirem conhecimento aos nossos produtores. Vocês são a chave para a construção de uma agropecuária mais humana, sustentável e produtiva. Toda sua dedicação, fruto do amor pela terra e pela vida é fundamental para o sucesso do agronegócio.”