Biológicos – Decoy https://decoysmart.com Tue, 28 May 2024 17:45:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://decoysmart.com/images/uploads/2024/05/cropped-icon-decoy-32x32.png Biológicos – Decoy https://decoysmart.com 32 32 Cigarrinha, um problema para o pecuarista https://decoysmart.com/blog/cigarrinha-um-problema-para-o-pecuarista/ https://decoysmart.com/blog/cigarrinha-um-problema-para-o-pecuarista/#respond Fri, 11 Sep 2020 22:02:48 +0000 https://decoy.mo4/blog// Segundo o censo agropecuário do IBGE de 2017, a área total de pastagens no Brasil é de cerca de 159 milhões de hectares, sendo que 30% destas são de pastagens naturais e 70% são de pastagens cultivadas. Um dos grandes problemas destas áreas hoje é a presença das cigarrinhas-das-pastagens. Existem várias espécies deste inseto-praga, mas na pastagem os gêneros Deois e Mahanarva se destacam, sendo que a espécie de maior importância é Deois flavopicta.

Cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta)

 

O ciclo de vida da cigarrinha, em condições ambientais favoráveis, dura em média 50 dias, e possui três fases: ovo, ninfa e adulto. Os ovos são depositados na região da base das plantas, e com o início das chuvas ocorre a eclosão, dando origem às ninfas. Estas passam por algumas trocas de pele (exoesqueleto), chamadas de ecdises, e na última troca se transformam em adulto. A ocorrência delas na pastagem coincide com as épocas chuvosas, e dependo da região, elas têm entre três e seis gerações no ano.

 

Durante o período seco, elas resistem em forma de ovo, podendo ficar nesta fase por até 200 dias. Um fator que ajuda a perceber a presença deste inseto no pasto é encontrar massas de espuma na base das plantas hospedeiras. Na fase de ninfa ela produz essa espuma que ajuda a manter a umidade ao seu redor, e também serve como proteção contra inimigos naturais.

 

 

Esses insetos são sugadores e se alimentam da seiva das plantas. Ao mesmo tempo em que estão sugando, elas também injetam substâncias tóxicas no tecido vegetal, causando fitotoxemia (intoxicação geral). Os danos visíveis na pastagem são as folhas amareladas e secas, dando um aspecto de planta queimada, e em casos mais graves, podem levar até à morte. Quando a quantidade de cigarrinhas é alta, o crescimento da pastagem é menor e mais lento, diminuindo a capacidade produtiva.

A ocorrência de grandes populações de cigarrinhas nas pastagens pode trazer muitos prejuízos econômicos. Estas gramíneas forrageiras ainda são a principal base da alimentação para os bovinos, mas nem sempre estas áreas são vistas com o cuidado que merecem. Isso acontece devido à dificuldade de mensurar em números o quanto problemas com esta cultura influencia nos resultados da produção do pecuarista.

Algumas formas de controle desta praga já vêm sendo utilizadas em campo, como o uso de inseticidas químicos, o cultivo de espécies de gramíneas mais resistentes às cigarrinhas, e também o controle biológico, com ajuda dos inimigos naturais do inseto- praga, como por exemplo, os fungos.

Para que haja um controle eficiente dessa praga, realizar aplicações no momento correto é fundamental. E qual seria este momento? Para que aplicações sejam feitas no momento certo e os resultados sejam eficazes é muito importante entendermos o ciclo de vida deste inseto-praga, e assim, conseguirmos realizar um controle biológico estratégico. De maneira geral, as primeiras aplicações para controle dessas pragas deve ser feita logo que o produtor perceber a presença das primeiras cigarrinhas adultas. Como as cigarrinhas necessitam de umidade mais alta para o seu desenvolvimento, este surgimento das primeiras cigarrinhas adultas deve ocorrer logo após as primeiras chuvas. O produtor deve ficar muito atento quanto a necessidade de mais aplicações, que devem ocorrer de acordo com o ciclo da praga. Essa segunda aplicação impede a terceira e maior onda de infestação das cigarrinhas, garantindo um controle eficiente dessas pragas.

Bibliografia

Sujii, E.R. Modelagem e simulação da dinâmica populacional da cigarrinha-das- pastagens, Deois  flavopicta (Homopteia:  Cercopidae).  Dissertação  de  Doutorado  – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia, Campinas, SP, 1998.

Valério, J.R. Cigarrinhas-das-pastagens — Dados eletrônicos — Campo Grande, MS : Embrapa Gado de Corte, 2009. 51 p (Documentos / Embrapa Gado de Corte, ISSN 1983- 974X ; 179).

Autor: BÁRBARA MATOS DO PRADO

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Prevenir é o melhor remédio: entenda como o clima afeta os carrapatos https://decoysmart.com/blog/prevenir-e-o-melhor-remedio-entenda-como-o-clima-afeta-os-carrapatos/ https://decoysmart.com/blog/prevenir-e-o-melhor-remedio-entenda-como-o-clima-afeta-os-carrapatos/#respond Tue, 25 Aug 2020 22:01:17 +0000 https://decoy.mo4/blog// Hoje vamos mostrar como os fatores climáticos presentes nas diferentes regiões do Brasil, influenciam no desenvolvimento do carrapato. Por apresentarem diferenças na temperatura e pressão, a infestação deste parasita ocorre em tempo e intensidade diferentes em cada uma delas. Quanto maior a temperatura e maior a umidade da região, mais rápido o carrapato se desenvolve e maior é seu número de gerações anual. Por isso, é fundamental que o pecuarista conheça o desenvolvimento do carrapato em sua região.

 

A região Sudeste, por exemplo, apresenta condições climáticas que favorecem a sobrevivência do carrapato durante todo o ano. No entanto, nos meses de inverno, onde predominam temperaturas mais baixas e menor umidade, o ciclo se alonga, acarretando um menor número de gerações anuais. Já no verão, que na região é quente e chuvoso, existem picos de infestação e alto desenvolvimento dos parasitas. O André Costa Freiria, que é proprietário da Fazenda Batatais Agroambiental, que fica localizada no município de Batatais/SP, contou para a equipe Decoy, como é a infestação do carrapato-do-boi ao longo do ano:

 

“Normalmente a infestação se agrava nos períodos úmidos e quentes, geralmente entre setembro a março. Nos meses de inverno, entre abril e agosto, que é mais seco e frio, os carrapatos dão menos recorrentes e o controle do carrapato é mais fácil. Então tem essa sazonalidade na infestação.” André Freiria, Fazenda Batatais.

 

Na região Sul, as baixas temperaturas e seca no inverno, acarretam um desenvolvimento bastante lento do carrapato. Por isso, há menos riscos de pico ao longo do ano quando comparado com outras regiões do país. A proprietária da Granja Guajuvira, localizada no município de Tupanciretã no Rio Grande do Sul, Iria Luiza Gomes Farias, também nos contou como é a infestação do carrapato-do-boi na região:

 

“A infestação maior ocorre sempre no verão, no início de dezembro temos a primeira onda de infestação. De janeiro a fevereiro temos o segundo e maior pico e ainda uma terceira onda que pega os meses de março e abril. Nos meses de inverno ainda temos um pouco de carrapato, mas a infestação é bem menor”. – Iria Farias, Granja Guajuvira.

 

A Dra. Cecília José Veríssimo, pesquisadora do Instituto de Zootecnia (IZ), comentou que nas regiões Nordeste e Norte , as elevadas temperaturas durante grande parte do ano, favorecem uma infestação constante ao longo de todo o ano. Nestes casos, é possível que o carrapato apresente 5 gerações ao longo do ano. Já no Centro-Oeste, apesar de ser conhecido por ter 4 gerações por ano, pesquisas recentes têm mostrado que essa região pode apresentar até 5 gerações de carrapatos no período de um ano.

Abaixo é possível, destacamos o número de gerações anuais do carrapato-do-boi que se desenvolvem nas diferentes regiões do Brasil.

Conhecer a dinâmica populacional do carrapato-do-boi nas diferentes regiões, permite que o produtor esteja mais preparado para realizar o manejo. Lembrando que a Decoy desenvolve soluções que auxiliam o pecuarista no controle desta praga. Acesse nosso site e conheça nossos tecnologias.

 

Referências

GOMES, A., 2000. Carrapato-de-boi: Prejuízos e controle. EMBRAPA–CNPGC, Campo Grande, 4 p. Gado de corte divulga 42.

KESSLER, Raul Henrique; SCHENK, Maria Aparecida Moreira. Carrapato, tristeza parasitaria e tripanosomose dos bovinos. Campo Grande: Embrapa, 1998. 157 p.

ROCHA, C. M. B. M. Aspectos relevantes da biologia do Boophilus microplus (Cannestrini, 1887). Lavras: Editora UFLA, 1999. Boletim Técnico.

Autor: MARCUS VINICIUS WENDEL JORDAO

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Ciclo do carrapato-do-boi: conheça e combata com eficiência! https://decoysmart.com/blog/ciclo-do-carrapato-do-boi-conheca-e-combata-com-eficiencia/ https://decoysmart.com/blog/ciclo-do-carrapato-do-boi-conheca-e-combata-com-eficiencia/#respond Fri, 14 Aug 2020 20:57:40 +0000 https://decoy.mo4/blog// Originária da Ásia, a espécie Rhipicephalus microplus, conhecida popularmente como carrapato-do-boi, é conhecida por causar diversos problemas para pecuaristas do mundo todo. Para termos uma ideia, só no Brasil, estes parasitas são responsáveis por perdas econômicas que ultrapassam 3 bilhões de dólares anualmente. As perdas estão relacionadas principalmente aos efeitos negativos que o carrapato causa no ganho de peso do animal e na produção de leite. Além disso, os carrapatos danificam o couro e transmitem uma série de doenças, como a tristeza parasitária bovina (TPB), que pode levar o animal a óbito.

Rhipicephalus microplus, carrapato-do-boi

Mas a pergunta é: Como podemos realizar um controle eficiente para reduzir estes prejuízos? Para responder esta pergunta, precisamos primeiramente conhecer o ciclo de vida do carrapato e os fatores que interferem no seu desenvolvimento. Vamos lá?

 

O ciclo de vida do carrapato-do-boi é dividido em duas etapas: a fase de vida livre e a fase parasitária. Um fato curioso e importante para conhecermos é que este parasita apresenta um único hospedeiro ao longo da vida, que geralmente é um bovino. Abaixo detalhamos as diferentes fases:

 

Fase de vida livre

Se inicia quando a fêmea do carrapato fecundada e ingurgitada (repleta de sangue, necessário para maturação dos ovos) se desprende do animal (hospedeiro) e cai no pasto. Neste momento a fêmea entra na fase “pré-postura”, ou seja, fase anterior a liberação dos ovos, que dura cerca de 2 a 5 dias. É neste período que ocorre a produção e maturação dos ovos. Após, a fêmea inicia a postura dos ovos, que dura em média um período de 17 dias. Uma fêmea pode colocar o impressionante número de 3.000 mil ovos, o que explica o porquê de a grande maioria dos carrapatos estar no solo e não no animal. Desses ovos emergem os “micuins”, nome popular dado às larvas do carrapato. Também são conhecidas como larvas infestantes, e apresentam uma coloração avermelhada bastante característica. Para se desenvolverem, as larvas precisam de um hospedeiro, por isso, se agrupam nas pontas das folhas da pastagem e esperam algum animal passar. Quando isto ocorre, se fixam no hospedeiro e estão prontas para iniciar a nova fase de vida. E é assim que os carrapatos infestam seu rebanho!

 

A fase de vida livre dura cerca de 30 dias, mas de acordo com as condições ambientais de temperatura e umidade, pode chegar até a 300 dias. Quanto maior a temperatura e umidade, mais rápido o ciclo ocorre, e consequentemente maior o número de carrapatos.

 

Fase parasitária

Após as larvas infestarem o corpo do hospedeiro, se inicia a fase parasitária. Inicialmente, as larvas procuram locais de fácil fixação, onde a pele do hospedeiro é mais fina, com maior vascularização e proteção contra a auto limpeza. Por isso é comum encontrar os carrapatos em regiões como a barbela, úberes e entre as pernas do animal. Depois de 4 a 7 dias no corpo do hospedeiro, a larva parasitária se torna uma ninfa, que dará origem ao adulto. Nessa fase adulta, os carrapatos realizam a cópula e após a fêmea ser fecundada, ela se alimenta do sangue do hospedeiro, ingurgita (aumenta o tamanho corporal, repleta do sangue do hospedeiro) e se desprende do animal, dando início a um novo ciclo de vida livre.

 

O período que vai desde a primeira infecção da larva no hospedeiro, até a queda da fêmea, dura em média 21 dias. Nesta fase, por estarem aderidos ao corpo do animal, que possui uma temperatura constante, os carrapatos são menos afetados por condições ambientais, por isso, o ciclo não sofre com variações.

 

Na figura abaixo, é possível observar como ocorre o ciclo completo:

Agora que você chegou até aqui e já conhece as características do ciclo do carrapato- do-boi, é fundamental que utilize este conhecimento para realizar o melhor manejo do parasita. O sucesso e eficiência no controle reduzirá os danos, e garantirá melhor eficiência e maior produtividade dos animais. Continue acompanhando o blog da Decoy para ter mais informações sobre o manejo sustentável das pragas de seu rebanho.

Referências

CATTO, J. B., ANDREOTTI, R. & KOLLER, W.W. Atualização sobre o controle estratégico do carrapato-do-boi. Embrapa, Campo Grande, CNPGC, 2010. 6p. (Embrapa-CNPGC. Comunicado técnico, 123).

GARCIA, M. V.; RODRIGUES, V. S.; KOLLER, W. W.; ANDREOTTI, R. Biologia e importância

do  carrapato  Rhipicephalus(Boophilus)microplus.  In:  ANDREOTTI,  R.;  GARCIA,  M.  V.; KOLLER, W. W. Biologia e importância do carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus. (Ed.). Carrapatos na cadeia produtiva de bovinos. Brasília, DF: Embrapa, 2019. 240 p. il. color. p. 17-27.


Autor:
MARCUS VINICIUS WENDEL JORDAO

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